quinta-feira, 31 de maio de 2012

Conheça os benefícios da cebola


   Iniciando as postagens sobre cada uma das especiarias, começo com a Cebola que a maioria das pessoas utiliza diariamente na alimentação.

   "A cebola teve origem no centro da Ásia, e caminhando para o ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e por todo continente europeu. Daí, foi trazida para as Américas, pelos seus primeiros colonizadores. [...] Provavelmente foi introduzida no Brasil através dos Portugueses, que as utilizavam durante as viagens a fim de evitar o escorbuto, doença que causa sangramento da gengiva, dores nas articulações e feridas que não se cicatrizam." (CLÍNICA, 2012).
   " [...] Estudando o uso de hortaliças com finalidade medicinal na comunidade do bairro Novo Brasil, no município de Jequié/BA, constatou que as hortaliças mais utilizadas são: abóbora (Cucurbita pepo) com ação de vermífugo; cebola (Allium cepa), beterraba (Beta vulgaris) e agrião (Nasturtium officinale) por suas propriedades expectorantes; chuchu (Sechium edule Sw.), pepino (Cucumis sativus), alho (Allium sativum) e couve-lor (Brassica oleracea) devido sua atividade anti-hipertensiva; salsa (Petroselinum sativum) para cólicas menstruais e manchas na pele; além de cenoura (Daucus carota) no combate de anemia, alface (Lactuca sativa) como calmante e berinjela (Solanum melongena) para redução de colesterol". (SOUZA et al., 2005 apud GUERRA et al., 2007).
   A cebola apresenta organosulfurados (que são componentes alimentares não nutrientes com propriedades funcionais) que se fazem presente em um grande número de alimentos vegetais (além da cebola se encontram também no alho, repolho, couve, couve-flor, couve de bruxelas, etc.) e apresentam propriedades funcionais importantes na prevenção ou retardamento de processos patológicos. Os organosulfurados teriam a propriedade de combater o câncer e doenças cardiovasculares. (PACHECO; SGARBIERI, 2001). 


   De acordo com Sponchiato (2012), o ideal seria o consumo da cebola roxa, e não da branca; já que as hortaliças de coloração roxa possuem um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina.
“Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue”, conta a professora Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa. “A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo.” (SPONCHIATO, 2012).
   Apesar da cebola ter suas propriedades reconhecidas, poucas são as pessoas que a utilizam de forma medicinal. Ela é utilizada no nosso dia a dia mais pela sua capacidade de adicionar sabor aos outros alimentos, sendo consumida na forma de tempero, processada ou in natura (através do consumo de saladas ou do famoso molho vinagrete). (CLÍNICA, 2012).


  Condimento: Cebola
  Nome científico: Allium cepa L.
  Parte utilizada: Bulbos
  Ação: Antiescorbútica, estimulante do metabolismo, antitumoral, antioxidante, vasodilatadora.
  Indicação: Ajuda a limpar o sangue de impurezas, inibe a síntese de LDL.
  Contraindicação: Não há.
 Efeitos colaterais: Pode causar problemas digestivos (dependendo do tipo de cebola escolhida, pois algumas são mais ácidas) e em excesso pode causar gases.
 Consumo: Preferencialmente consumi-la crua, pois parte dos seus nutrientes se perde quando ela é cozida/assada/frita.
  Curiosidades: A cebola tem seu nome científico originado da palavra céltica "all", que significa "pungente" ou "picante". A palavra "cepa" remete à formação de uma cabeça.
   No Egito era utilizada para embalsamar os mortos, juntamente com o alho e outras ervas. A cebola era considerada um condimento sagrado tanto para sacerdotes como para o povo comum. No plano mágico, os egípcios se protegiam de certas doenças com hastes de cebola. Na Grécia ela sempre foi empregada na cozinha e até hoje é consumida em grande quantidade. Foi muito utilizada durante o período das Grandes Navegações, por sua propriedade antiescorbútica.
   Os latinos proibiam o uso do bulbo, porque acreditavam que ele crescia quando a Lua diminuía. Quanto ao cheiro, provocava um sentimento de força vital. Virtudes afrodisíacas lhe são igualmente atribuídas, tanto por sua composição química quanto por suas sugestões imaginativas.
   Na psicologia (e na Naturologia também) é muito utilizada a analogia do tratamento por etapas, chamamos esse processo de “descascar a cebola”: para tratarmos um "problema" nem sempre podemos ir direto ao centro, pois muitas vezes a pessoa não está preparada para as emoções que virão junto. Dessa forma, torna-se prudente trabalharmos das camadas mais superficiais até chegar às mais profundas, onde está o motivo do problema e que deu origem a todos os outros "problemas menores".

   E para os cinéfilos, quem não lembra do filme "Shrek", o diálogo entre o ogro e o burro:


Shrek: Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.
Burro: Exemplo?
Shrek: Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.
Burro: Fedem?
Shrek: Sim. Não!
Burro: Oh. Fazem você chorar.
Shrek: Não.
Burro: Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…
Shrek: Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.
Burro: Oh, vocês dois têm camadas. Oh. Sabe, nem todo mundo gosta de cebolas. Bolo! Todo mundo adora bolo! E tem camadas.
Shrek: Eu não ligo pro que todo mundo gosta! Ogros não são como bolos.
Burro: Sabe do que todo mundo gosta? Pavê! já conhecesseu alguém que você falasse 'ei, vamos comer pavê' e ele dissesse 'céus, não gosto de pavê'? Pavê é delicioso!
Shrek: Não! Sua besta ambulante de irritação constante! Os ogros são como cebola! Fim da história, bye bye, tchauzinho.”


Referências:

BAQUARA, Apoena. Apoena baquara: uma leitura para o trono. Disponível em: <http://apoenabaquara.blogspot.com.br/2011/03/eu-decorei-entao-vale-como-expressao.html>. Acesso em: 29 maio de 2012.

CLÍNICA Dr. Queroz. Propriedades Nutricionais da Cebola. Disponível em: <http://www.clinicaq.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=174&Itemid=29>. Acesso em: 29 maio de 2012.

GUERRA, Antonia Mirian Nogueira de Moura, et al. Plantas medicinais e hortaliças usadas para cura de
doenças em residências da cidade de Mossoró – RN. Revista Verde, Mossoró – RN, v.2, n.1, p.70-77, jan./jul. 2007

LORENZI, Harri. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2 e.d. Nova Odessa. São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.

MOREIRA, Rita de Cássia Teixeira. et al. Abordagem Etnobotânica acerca do Uso de Plantas Medicinais
na Vila Cachoeira, Ilhéus, Bahia, Brasil. Acta farmacéutica bonaerense,  s.l, v. 21, n.3, p. 205-211, jun. 2002.

NEGRAES, Paula. Guia A-Z de plantas: beleza. São Paulo:  BEI Comunicação, 2003.

PACHECO, Maria Teresa Bertoldo; SGARBIERI, Valdomiro Carlos. Alimentos funcionais: conceituação e importância na saúde humana. In: Simpósio Brasileiro sobre os Benefícios da Soja para a Saúde Humana, 1., Londrina, PR. Anais... Londrina: EMBRAPA, 2001. p.37-40.

SPONCHIATO, Diogo. 20 trocas contra o colesterol: Saiba como substituir alguns alimentos que elevam os níveis dessa gordura sem perder o prazer à mesa. Disponível em: <http://saude.abril.com.br/edicoes/0312/nutricao/vinte-trocas-inteligentes/passo14.shtml>. Acesso em: 29. maio 2012.

TESKE, Magrid. Herbarium compêndio de fitoterapia. 4.e.d. Curitiba: Herbarium Lab.Bot. Ltda, 2001.

Imagens:
Foto 1

terça-feira, 29 de maio de 2012

Auriculoterapia: tratamento rápido e eficaz


   "A Auriculoterapia é a terapia que estimula diferentes pontos reflexos no pavilhão auricular para tratar e curar diversas enfermidades". (BRUDIS, 2005, p.5).
   A origem exata dessa técnica é desconhecida (Chineses, Persas e Egípcios atribuem a si o mérito da criação da técnica há centenas de anos). Foi uma técnica transmitida empiricamente de geração para geração até os dias de hoje.
   Hipócrates utilizou a Auriculoterapia (parecida com a que utilizamos hoje em dia) para tratar impotência sexual através da manipulação de regiões na orelha.
   De acordo com Souza (1996) citado por Araújo, Zampar e Pinto (2006), a Auriculoterapia quase foi esquecida, no início do século XX. Foi Paul Noguier, um médico francês, o responsável pelo resgate da técnica em 1957. Através de seus estudos relacionou as zonas reflexas da orelha com regiões do corpo, mapeou-as e introduziu alterações no número e localização dos pontos, os quais se mantêm até os dias atuais. Conseguimos tratar mais de 180 tipos de enfermidades através de mais de 200 pontos ou áreas reflexas. (BRUDIS, 2005).
   "Gradualmente, Nogier estabeleceu o conceito de que a forma da orelha assemelha-se a um  feto  em posição  pré-natal,  concebido  com  a  cabeça  na  região  do  lóbulo da  orelha  e  os membros  no  sentido  do  topo  da  orelha".  (GARCIA, 2003 apud ANTUNES, 2008, p.4).
   Para a Medicina Tradicional Chinesa, a Auriculoterapia é um dos vários microssistemas presentes no corpo humano, assim como a planta dos pés, palma das mãos e o crânio.
   A estimulação de pontos na orelha, através de agulhas ou sementes, gera um estímulo periférico da orelha para o sistema nervoso central (através de reações bioquímicas e neurológicas). Dessa forma, há liberação de substâncias como encefalina e endorfina no cérebro, promovendo analgesia e bem-estar. (DUMITRESCU (1996), apud ARAÚJO, ZAMPAR E PINTO (2006)). 
   A Medicina Chinesa entende que o estímulo dado através de uma agulha ou semente na orelha é capaz de restabelecer o fluxo de energia (Qi), melhorando a saúde da pessoa tratada.
   Tão importante quanto a escolha dos pontos, quando iniciamos um tratamento com Auriculoterapia, é a verificação do pavilhão auricular. Devemos notar se há, em alguma região, dor (pontos dolorosos, também chamados de pontos de reação), diferença de coloração, temperatura, aparecimento de descamação ou pústula, etc. Isso pode ser um indicativo do desequilíbrio que a pessoa está sofrendo.
   Além da utilização de sementes de mostarda (que é o tratamento de auriculoterapia mais conhecido), também podemos fazer uso de cristais (microesferas de quartzo, ouro ou prata), micro-agulhas, cromoterapia (através de caneta específica), laser de baixa potência, massagem e sangria.
   Pode ser utilizada sozinha ou associada a outros tratamentos. Eu, particularmente, gosto muito de utilizá-la para potencializar algum tratamento que esteja fazendo, como drenagem linfática, massagem relaxante ou indicação de florais de Bach. O resultado é rápido e as pessoas gostam de mostrar aos familiares e amigos que estão fazendo tratamento, que “as sementinhas vão ajudar nisso ou naquilo”. Além disso, é uma forma dos interagentes descarregarem a ansiedade, visto que terão que manipular os pontos ao longo do dia.
  Fregonese (2005) citado por Araújo, Zampar e Pinto (2006, p.37), “relata que ao se iniciar o tratamento por meio da auriculoterapia, o paciente poderá sentir, tanto na orelha quanto em outra parte do corpo, algumas sensações como calor e dor ao se estimular o ponto auricular, sendo estas sensações consideradas normais e esperadas, indicando que aquele ponto é reagente e que o paciente irá responder bem ao tratamento. Entretanto, sudorese e tontura podem ocorrer, sendo consideradas reações inesperadas”.
   Segundo Guillen e Muniz (2004), a vantagem da auriculoterapia consiste em ser uma técnica fácil de aprender, de uso amplo, a resposta normalmente é rápida, tem um fácil manejo e há poucas reações secundárias.


Referências

ANTUNES, Suziely Aparecida. Auriculoterapia como recurso terapêutico na redução de medidas corporais: Estudo de caso. 2008. 22f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Faculdade Assis Gurgacz, Cascavel, 2008.

ARAÚJO, A.P.S.; ZAMPAR, R.; PINTO, S.M.E. Auriculoterapia no tratamento de indivíduos acometidos por distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (dort)/ lesões por esforços repetitivos (ler). Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 10, n. 1, p. 35-42, jan./abr., 2006.

BUDRIS,  Fabio.  Auriculoterapia:  Técnicas  y  Tratamientos.  Buenos  Aires:  Ed. Âgama, 2005.

GUILLEN, Magalis Muñiz; MUÑIS, Filian Romero. Control de hipertensos con fitoterapia y auriculoterapia. Revista Cubana Enfermería, Ciudad de la Habana, v.20, n.1, p. 1-1, jan./abr., 2004.


 Fonte:
Imagem: Getty Image


Obs: Post publicado originalmente no Blog da Athman: Naturologia, Saúde e Beleza, em 27 de janeiro de 2011.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Colar inspirado em Tom Binns


   Quem gosta de moda já deve ter notado em algum (ou muitos) blogs, a onda dos colares neon, inspirados em Tom Binns.
   Eu não curto cores neon, mas achei divertido o passo a passo que encontrei nos blogs e resolvi me aventurar. E vou dizer para vocês que o resultado ficou melhor do que esperava.
   A primeira coisa que fiz foi ver MUITAS fotos de colares desse tipo (peça auxílio para o seu oráculo, Sr Google). Depois, fui comprar um colar que tivesse mais o meu estilo.
 O colar eleito (R$10,00 - e vem colar, brincos, anel e uma pulseira)

   Fui ver minha caixa de esmalte, e como já desconfiava, tive que comprar umas cores novas, pois como não posso utilizar esmalte no trabalho tenho poucas opções em casa. Como comentei não utilizei cores neon, porque não iria usar o colar com essas cores... Então escolhi outras cores que combinassem mais comigo e com as cores de roupa que geralmente uso.
"Esquema" das cores que eu tenho de esmalte para escolher

Tenho que confessar... Fiquei com "medinho" de estragar o colar (escolher cores aleatórias que não combinassem) e decidi visualizar antes no Photoshop (essa foi a combinação que mais gostei... mas fiz 10 pra ter certeza!!)

Depois de "brincar" de Photoshop, decidi pelos seguintes esmaltes: Atitude Pink (Risqué), Picolé (Avon), Rasteirinha (Avon), Angra 047 (Realce) e Rosa Maria (La Pogee)
   Aí fui seguindo o esquema que montei de cores no Photoshop e foi facinho. Tomar cuidado com esmaltes muito líquidos (podem escorrer) ou os muito velhos (formam fiapos). Se acontecer algum acidente, tenha por perto acetona e cotonete para limpar o colar. Passei 2 demãos (tem gente que passa mais, depende do seu gosto) e secou super rápido.

Aqui o colar secando (a foto não está com a cor exata que ficou... ele é mais escuro, ok?)

E provei ele ainda molhado (maior perigo!!!), mas não resisti...

Você não precisa ficar fazendo a paleta de cores e testar no Photoshop como eu fiz. Pode se jogar direto.
Projetinho fácil, rápido, barato e fashion. Super recomendo... Quem resolver fazer também, me mostra!


Fontes:
Just Lia
Passando Blush
PureEssentia
Vitrine

 Fotos: Arquivo pessoal

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Curso Drenagem Linfática Manual Corporal e Facial


   Pensando na importância de associar a Drenagem Linfática nos tratamentos de saúde e beleza, eu e minha amiga Renata Hermes resolvemos montar um curso de Drenagem Linfática Manual (Corporal e Facial)


* Conteúdo programático:

- Histórico da drenagem linfática;
- Anatomia e fisiologia do sistema linfático;
- Teoria da drenagem linfática (manobras, pressão, velocidade);
- Indicações e contraindicações da drenagem linfática;
- Sequência da drenagem linfática (corporal e facial);
- Ações complementares (para potencializar a drenagem linfática);
- Prática em drenagem linfática corporal e facial;

* Informações:

Datas: 18/06, 25/06, 02/07, 09/07, 16/07, 23/07 (6 encontros totalizando 24h de curso)
Horário: 18h as 22h.
Investimento: matrícula R$100,00 + 2 mensalidades de R$225,00
(Este valor inclui apostila, coffe breack e certificado).

Público alvo: Estudantes e profissionais da área da saúde e beleza (Naturólogos, Fisioterapeutas, Esteticistas, Massoterapeutas, Naturopatas, entre outros).

Local: Harmonie Aromaterapia – R: Wanderlei Junior, 05 – loja 06 – Campinas – São José – SC

Ministrantes:

Lucilaine R. Stein
Naturóloga e Esteticista
Docente na área de estética facial no SENAC: Saúde e Beleza
Especialista em estética facial e corporal (UNIVALI)
Renata Hermes
Naturóloga e Esteticista
Especialização em Iridologia Multidimensional (em andamento)

Dúvidas: contato@harmoniearomaterapia.com.br ou (48) 3257-0188

Drenagem Linfática Manual


   Por muito tempo a visualização anatômica do sistema linfático foi bastante difícil, uma vez que sua coloração esbranquiçada e a delicadeza de seus vasos era praticamente imperceptível à observação nos cadáveres. Hoje, já temos um grande conhecimento sobre o mesmo, embora algumas funções como os aspectos imunológicos ainda não estejam bem claros.
   A circulação linfática é o final de um processo que se inicia no sistema sanguíneo. Dessa forma, é necessário um conhecimento prévio do sistema arterial e venoso.
   O sistema sanguíneo participa de forma integrada da nutrição dos tecidos de todo o organismo, juntamente com o sistema linfático.
   Esses dois sistemas (sanguíneo e linfático) trabalham de forma integrada e simultânea: enquanto o sangue arterial chega às células oxigenado, nutre-as e retorna para o sistema venoso; uma parte desse sangue não consegue transpor a membrana dos vasos venosos. Essa parte do líquido intercelular, juntamente com as proteínas, é retirada do meio intersticial através do sistema linfático.
   O sistema linfático é composto por tecidos  linfóides (timo, baço, amídalas e linfonodos), linfa e vias linfáticas (capilares, vasos e troncos) que estão paralelos aos vasos sanguíneos. As funções do sistema linfático são: remover partículas estranhas no organismo, destruir bactérias, produzir anticorpos e linfócitos para a defesa do organismo e fazer o retorno do líquido intersticial à corrente sanguínea.
    A drenagem linfática manual é hoje um dos métodos de terapia manual mais utilizada por profissionais de diversas áreas da saúde e da estética. Seus objetivos são: acelerar o fluxo da linfa admitida pelos capilares linfáticos (aumentando a velocidade da mesma nos vasos e ductos linfáticos), aumentar o volume filtrado e absorvido pelos capilares sanguíneos, aumentar a oxigenação e desintoxicação do organismo, facilitar o transporte de nutrientes para as células, reduzir edemas e aumentar a resposta imunológica.
   Para a correta utilização da técnica (independente do método escolhido) é necessário que se tenha conhecimentos em anatomia e fisiologia do sistema linfático. A drenagem linfática manual requer conhecimentos específicos e responsabilidade pelo seu uso.
    Por isso só aceite tratamento com drenagem linfática com profissionais capacitados, que tenham feito cursos teórico-práticos.


Referências

ELWING, Ary; SANCHES, Orlando. Drenagem linfática manual: teoria e prática. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2010. 247 p.:il.

GARCIA, Neí Maria. Passo a passo da drenagem linfática manual em cirurgia plástica. Brasília: Ed. Senac, 2010. 180 p.:il.

HERMES, Renata; STEIN, Lucilaine R. Drenagem Linfática Manual. Apostila do Curso de Drenagem Linfática Manual Corporal e Facial. 2012.

LEDUC, Albert; LEDUC, Olivier. Drenagem linfática: teoria e prática. Tradução de Marcos Ikeda. 3. ed. Barueri, SP: Ed. Manole, 2007. 66 p.:il.

LOPES, Maria Luiza Mansur. Drenagem linfática manual e estética. Blumenau, SC: Ed. Odorizzi, 2002. 136 p.:il.

RIBEIRO, Denise Rodrigues. Drenagem linfática manual corporal. 6. ed. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2004. 105 p.:il.

SILVA, Inês Cristina Alves. Drenagem Linfática. In: BORGES, Fábio dos Santos. Dermato-Funcional: Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Ed. Phorte, 2006. cap. 17, p.341-380.

SOUSA-RODRIGUES, Célio Fernando. Anatomia aplicada do sistema linfático. In: PITTA, G.B.B;  CASTRO, A.A.; BURIHAN, E. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA, 2003. Disponível em URL: <http://www.lava.med.br/livro>. Acesso em: 5 ago. 2011.

ZANDOMENECO, Arlete Guarezi. Drenagem Linfática Manual. Florianópolis, 2009. Apostila do curso livre de Drenagem Linfática Manual Facial e Corporal do SENAC – Saúde e Beleza.


 Fonte:
 Imagem: Site

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tipos de pele


   A classificação do tipo de pele se baseia, principalmente, na quantidade de gordura (oleosidade) que a pele apresenta.  As características da pele podem variar de acordo com a idade da pessoa, estação do ano, variação hormonal, etc).
   Identificar corretamente o nosso tipo de pele é fundamental para selecionar com sucesso os produtos e protocolos mais eficazes. (MICHALUN; MICHALUN, 2010).
   Se escolhermos um tipo de cosmético/maquiagem errado para o nosso tipo de pele podemos alterar a quantidade de oleosidade dela (aumentando ou diminuindo a mesma), o que pode desencadear problemas como: acne, desidratação, descamação, entre outros.
   Existem 4 tipos de pele principais - classificação baseada na quantidade de gordura (oleosidade) que a pele apresenta:

- Pele normal ou eudérmica;
- Pele oleosa, lipídica ou seborréica;
- Pele seca, alípica ou alipidíca;
- Pele mista ou combinada.



* Pele Normal ou eudérmica
- Possui equilíbrio entre as secreções oleosas e hídricas;
- Não apresenta oleosidade excessiva, nem é muito seca;
- É aveludada, tem aparência saudável, macia, suave ao tato, nem brilhante, nem opaca. Poros normais, espessura mediana;
- É de fácil manutenção e poucas pessoas apresentam esse tipo de pele (“pele de bebê”).



* Pele Oleosa, lipídica ou seborréica
- Possui textura (espessura) grossa, aspecto brilhante, poros visíveis/dilatados, oleosa ao toque;
- Tendência a cravos (comedões);
- Uma pele oleosa pode ficar desidratada se for submetida a um processo excessivo de limpeza, com agentes altamente detergentes;
- Tende a envelhecer mais tarde, pois o excesso de oleosidade atua como uma barreira protetora.



* Pele Seca, alípica ou alipídica
- Possui textura (espessura) fina, é um pouco áspera, poros “invisíveis”, opaca (sem brilho), pouca elasticidade, tendência a descamação e rugas;
- Sensação de repuxamento da pele é comum;
- A pele seca é bastante sensível ao frio e aos raios solares;
- Pode ser seca por falta de hidratação e/ou falta de oleosidade (é a oleosidade que “segura a água" na pele).



* Pele Mista ou combinada
- Apresenta oleosidade na zona T (testa, nariz e queixo), podendo apresentar ressecamento ou pele normal nas “maçãs do rosto” e em volta dos olhos;
- No inverno, possui tendência a descamar (nas regiões em que a pele é normal ou seca).


   Existem outros 2 tipos de pele (que não se enquadram na classificação de oleosidade), mas que são muito importantes: pele sensível e madura.



* Pele sensível
- Tendência a ser fina, avermelhada e sensível a cosméticos (podendo ter irritação ou mesmo alergia);
- Apresenta vasos dilatados, os quais podem ser chamados de telangectasias ou "couperrose".
- Esse tipo de pele deve evitar esfoliantes e produtos agressivos, assim como aqueles que contêm muito corante e aroma.



* Pele madura
- Também conhecida como pele envelhecida;
- Apresenta linhas, sulcos ou rugas e falta de luminosidade. Pode apresentar manchas ou não;
- Tem pouca elasticidade, viço e grande tendência a ficar desnutrida e flácida;
- Geralmente é seca (mas a pessoa pode ter uma pele oleosa e madura).

   De acordo com Shaukat (1992), a nossa pele pode alterar de oleosa para sensível, de normal para mista; dependendo da nossa idade, clima, estação do ano, patologias...
   Por esse motivo devemos estar sempre atentas, principalmente se essa mudança começar a ocorrer por uma reação adversa, ou se a pele se tornar mais sensível a um determinado ingrediente ou produto que estamos utilizando.

Referências

ARCANGELI; Cristiana. Beleza para a vida inteira. 3. ed. São Paulo: SENAC São Paulo, 2002. 231.p.il.

KEDE, Maria Paulina Villarejo; SERRA, Andréa; CEZIMBRA, Marcia. Guia de beleza e juventude para homens e mulheres. Rio de Janeiro: SENAC Rio de Janeiro, 2005. 157.p

MICHALUN, Natalia; MICHALUN, M.Varinia. Dicionário de ingredientes para cosmética e cuidados da pele. 3.ed. São Paulo: SENAC São Paulo, 2010.p. 354.

REBELLO, Tereza. Guia de Produtos Cosméticos. 7. ed. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2004. 161 p.:il.

SHAUKAT, Sidra. Cuidados com o corpo e a pele. Lisboa: Estampa, 1992.148. p.il.

ZANDOMENECO, Arlete Guarezi. Estética Facial. Florianópolis, 2009. Apostila do curso Técnico em Estética do SENAC – Saúde e Beleza.

ZANDOMENECO, Arlete Guarezi. Patologias da pele. Florianópolis, 2009. Apostila do curso Técnico em Estética do SENAC – Saúde e Beleza.


Fonte das Imagens:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Origami para o dia das mães

 

   E aí que hoje é 4ª feira, você está pensando no que dar pra sua mãe (que tem tudo!), e não acha nada "de bom"...

   Que tal relembrar aqueles presentinhos que você dava quando estava na escolinha, feito com suas próprias mãos?
   Mas assim, vamos combinar que agora ela não vai achar bonitinho se você vier com um porta-joia feito de macarrão ou um vidro de conserva pintado por você... 

   Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês um diagrama de origami que pode servir tanto para fazer um cubo de fotos, quanto um mini álbum... o passo a passo é o mesmo, o que muda é a forma como você monta...

   Você vai precisar dos seguintes materiais (me senti a Eliana agora ensinando a "experiência do dia"):
- Folhas de papel (15cm x 15 cm) para cada página do álbum (se você resolver fazer o cubo, precisará apenas de 6 unidades);
 - Folhas de papel (7,5cm x 7,5 cm) para cada página/face do cubo (será encaixada no meio do cubo, para dar sustentação e esconder as dobras);
- Folhas de papel (5cm x 5cm) para unir as laterais do álbum/cubo.

   Obs: Para quem nunca fez Origami (aliás, Ori o quê? - calma, explico em outro post), você pode utilizar folhas de papel sulfite colorido, papel dupla face, papel de scrapbook (se você for rhyca) e nesse caso, até papel de presente.

   Aqui nesse link, você encontra o passo a passo (do álbum). Para fazer o cubo o esquema é o mesmo, mas você montará ele no formato de cubo.

 Abaixo, seguem fotos de alguns modelos que já fiz para vocês se inspirarem:

Mini álbum (vários ângulos)

Pendante com Cubo de fotos e Kusudamas ("bolas" de origami)

Pendante com Cubo de fotos e Kusudamas ("bolas" de origami)
Obs: Aqui o cubo estava sem as fotos ainda


  No mais, esse é o tipo de presente versátil para qualquer época do ano. Vale dar no Natal, Dia dos Pais, Dia dos Namorados, Formatura, Aniversário, etc.
  Espero que tenham gostado (e se fizerem, me mandem fotos!!)

 Fonte Imagens: Arquivo próprio

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fitoterapia do cotidiano: Especiarias


   As especiarias são um grupo de plantas aromáticas que possuem também caráter terapêutico. Podemos dizer que se trata de uma fitoterapia que além de estimular os sentidos influencia o apetite – pois grande parte delas tem a função de estimular o apetite e/ou facilitar a digestão. Também são chamadas de temperos, condimentos, ervas aromáticas e plantas condimentares.
   A palavra tempero deriva do latim “temperare”, que significa “colocar em relação”. Dessa forma, os condimentos não são consumidos como um alimento único, eles estão relacionados a algum prato. Eles mexem com três de nossos cinco sentidos: visão, olfato e paladar.
   Seu uso vem desde a antiguidade e quase sempre estava associado ao comércio de pedras preciosas. Por isso também, as especiarias sempre foram sinônimo de riqueza, visto que quanto mais rico for o anfitrião do jantar, mais especiarias ele utilizará em seus pratos. Além disso, grande parte dos povos antigos possuía seus próprios símbolos para as ervas aromáticas, assim como rituais e magias.
   Segundo Azevedo (2003), uma pesquisa realizada em 2001 por Zheng e Wang, do Departamento de Agricultura Americano (USDA) demonstrou que as especiarias possuem potentes benefícios anticancerígenos por serem fonte abundante de antioxidantes na dieta. Segundo a pesquisa, o orégano possui doze vezes mais atividade antioxidante do que as laranjas, trinta vezes mais do que as batatas e quarenta e duas vezes mais que as maçãs.
   “Para enaltecer o sabor dos alimentos, as ervas podem substituir o excesso de sal e os aditivos químicos artificiais como o glutamato monossódico, comprovadamente pernicioso para a saúde humana”. (AZEVEDO, 2003).
   Quando é necessária uma restrição de sal na dieta é muito importante a substituição do mesmo por temperos, uma vez que eles irão ressaltar o sabor do alimento, contribuindo para que seu sabor e aroma sejam agradáveis. Além de diversificar a dieta, estimular o organismo e a criatividade também (visto que suas formas de utilização são muitas) ainda contribuem para a produção e liberação de sucos digestivos favorecendo uma digestão eficiente e aumentando o peristaltismo.

   Algumas formas de uso das especiarias em nossa alimentação:

- Infusão;
- Decocção;
- Sucos;
- Planta em pó ou desidratada;
- Azeite aromático;
- Manteiga aromática;
- Vinagre aromático;
- Sal aromático;
- Açúcar aromatizado;


   Armazenagem e dicas:

• Armazene os condimentos em local seco, fresco, ao abrigo de luz (armário fechado e escuro);
• Utilize a geladeira só para guardar ramos folhosos, fechados em sacos de papel (no máximo durante 1 semana);
• Nunca faça grandes estoques (as combinações devem durar somente algumas semanas). Armazená-las em recipientes bem fechados e limpos;
• Moa ou triture os temperos na hora;
• Não cozinhe nem ferva flores e folhas junto com os alimentos (pois perdem os princípios ativos). Acrescente-os ao final da preparação (com um rápido abafamento);
• Não use condimentos frescos na mesma quantidade que os desidratados (utilize 1/3 a 1/4 da quantidade in natura);
• Fique atento ao prazo de validade (ou se tiver alteração de cor, aroma e perda das propriedades);
• A planta fresca não deve apresentar diferença de coloração, bolores ou manchas;
• Faça a mistura de condimentos em casa (é mais saudável, pois não possui aditivos químicos);
• Utilize ervas condimentares verdes e desidratadas que auxiliam a digestão. Acrescente-as sempre ao final da preparação, junto com o sal (se necessário) e o azeite;


Referências

AZEVEDO, Elaine de. Alimentos orgânicos: ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social. Florianópolis: Ed. Insular, 2003.

AZEVEDO, Elaine de. Trofoterapia e nutracêutica: dietas e orientações nutricionais com base nas medicinas tradicional e complementar. Blumenau: Ed. Nova Letra, 2007.

NEGRAES, Paula. Guia A-Z de plantas: condimentos. São Paulo: Ed. BEI Comunicação, 2003.

NEPOMUCENO, Rosa. Viagem ao fabuloso mundo das especiarias. Ed: José Olimpio, 2003.

PELT, Jean-Marie. Especiarias e ervas aromáticas. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar Editor Ltda, 2003.

 Fonte:
Imagem: Getty Image


 Colocarei em breve aqui no blog receitas utilizando especiarias, bem como fichas sobre cada um dos condimentos, suas propriedades, formas de utilização, como plantar, etc.

Obs: Post publicado originalmente no Blog da Athman: Naturologia, Saúde e Beleza, em 19 de novembro de 2010

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cuidados com a pele no outono e inverno



  Há um mês, mais ou menos, a jornalista Mariana Garcia da Revista Estar Bem me mandou um e-mail pedindo dicas sobre os cuidados com a pele no outono e no inverno.
  Resolvi compartilhar com vocês o que comentei com ela:

- Como a queda de temperatura, a diminuição da umidade do ar e os ventos frios prejudicam a nossa pele?
  Nossa pele possui o manto hidrolipídico, que seria uma espécie de hidratante ideal, formado pela secreção de suor e gordura naturais da pele. Todos esses fatores mencionados - isolados ou em conjunto - favorecem a desidratação da nossa pele, deixando-a desprotegida.
  Nessa época de outono e inverno é comum que nossos banhos sejam com temperaturas mais quentes, o que favorece ainda mais a desidratação (e que se, não tomados os devidos cuidados, pode gerar descamação da pele). Dessa forma, é muito importante que a pessoa hidrate a sua pele, utilizando produtos adequados (cada tipo de pele precisa de um de um produto específico que preserve sua umidade natural: peles secas precisam ser hidratadas com óleos vegetais ou manteigas, as peles oleosas com loções hidratantes e as peles normais com cremes hidratantes). A função de qualquer hidratante é fazer o “papel” do manto hidrolipídico.
  De preferência que essa hidratação ocorra logo após o banho, pois a maioria dos hidratantes impede que a água evapore (aquelas gotículas que ficaram no nosso corpo depois do banho são “atraídas” para a pele, e não evaporadas).
  No inverno também "esquecemos" de beber água e devemos lembrar que a principal hidratação que fazemos é de dentro pra fora, então tomar bastante líquido, principalmente água, é fundamental (em qualquer estação do ano).


- Quais são os procedimentos para cuidar da pele que precisamos fazer durante o outono e o inverno?

  A principal é a Hidratação interna e externa (como já foi falado anteriormente).
  Infelizmente com a chegada das baixas temperaturas as pessoas tendem a deixar de fazer os tratamentos estéticos (corporais, principalmente), pois seus corpos não estão à mostra como no verão. Isso associado ao sedentarismo e a alimentação “pobre” (alimentação rica em gorduras e açúcares) favorece o efeito “sanfona” que é emagrecer no verão e engordar no inverno. Seria mais sensato que as pessoas mantivessem os “bons hábitos” adquiridos no verão, para quando ele chegar novamente as mesmas não precisem ficar correndo atrás do tempo perdido.
  Devemos pensar que esse é o melhor período do ano para realizar reeducação alimentar e iniciar a prática de atividade física.
  Nas baixas temperaturas, nosso corpo precisa gastar mais energia para se manter aquecido, o que pode favorecer a eliminação de quilos. Além disso, uma dieta rica em frutas, verduras, carnes magras, cereais integrais e pobre em carboidratos simples associada à prática de atividade física contribui para que o corpo "funcione" melhor, gera mais disposição, melhora a circulação do organismo e, consequentemente, teremos uma pele mais saudável.
  Outro procedimento fundamental é a proteção da pele, através da utilização do filtro solar.  A principal causa do aparecimento de rugas e envelhecimento é a exposição à radiação UVA (não só ir à praia, mas toda a exposição que temos dirigindo, andando na rua, usando computadores e lâmpadas frias, etc). Por isso o uso do filtro é indispensável (mesmo quando não há exposição direta ao sol).


- Como cuidar dos lábios para não ficarem ressecados e partidos? Que tipo de produto usar? Quantas vezes por dia?

  Os principais cuidados com os lábios são: esfoliação, hidratação e proteção.
  Esfolie seus lábios com um esfoliante suave próprio para esse fim ou faça uma mistura caseira com açúcar e mel. Essa esfoliação pode ser feita 1 vez na semana ou de 15 em 15 dias.
  Logo após a esfoliação é obrigatória a hidratação. Podemos utilizar um hidratante específico para os lábios, Lip balm - também chamado de balm - nada mais é que um bálsamo ou protetor para lábios.   Diferente de um batom ou de um gloss, a função do lip balm é hidratar e suavizar a pele dos lábios que por ventura estejam ressecados. Além disso, cria uma camada protetora contra a perda de umidade dos lábios, em decorrência do ar frio, seco, banhos quentes etc. Grande parte deles possui em sua composição óleos ou manteigas de origem vegetal e óleos essenciais para favorecer essa hidratação.
  Outra opção é a utilização da pomada Bepantol (uma pomada para assaduras de bebês que contém vitamina B5 (promove a umidade natural da pele), lanolina (hidratante e umectante) e óleo de amêndoas (hidratante)). A hidratação pode ser realizada uma ou mais vezes ao dia.
  Por fim, a proteção é realizada através do uso de filtro solar nos lábios. É através dessa proteção que vamos manter nossos lábios bonitos por mais tempo, evitando manchas do sol e envelhecimento. A proteção pode ser realizada através da utilização de batons que contenham filtro solar. Deve ser realizada diariamente e reaplicado a cada 3 horas.


- Quais são os cremes e produtos mais indicados para usar durante o dia, no outono e o inverno? Para que esses produtos servem?

  Durante o dia são indicados os hidratantes (como já foi comentado), para manutenção do manto hidrolipídico, com ativos como: ureia, ácido hialurônico, PCaNa, óleos vegetais (como semente de uva, girassol, abacate) entre outros e os filtros solares.


- Quais são os cremes e outros produtos mais indicados para usar durante a noite? Para que eles servem?

  Durante a noite são indicados dois procedimentos (que não serão realizados no mesmo dia, mas geralmente em dias alternados): nutrição ou revitalização e a utilização de ácidos.

  Diferente da hidratação, a nutrição tem a função de repor vitaminas, minerais, oligoelementos importantes para nossa pele. Esse procedimento pode ser feito em cabine pela esteticista, mas o cliente também pode fazer uso de cremes em casa para potencializar o efeito desejado.
  Os cremes possuem princípios ativos como: vitamina A, C e E, silício, extratos de algas, argilas, etc.
Já a revitalização é indicada para peles maduras, pois possui ação antioxidante, ou seja, previne e retarda o envelhecimento cutâneo. Também é um procedimento realizado pela esteticista e que o cliente pode usar cremes noturnos em casa. Seus cremes contêm ativos como: polifenóis (uva, vinho, cacau), ouro, caviar, vitamina C, etc.

  Esses cremes noturnos (tanto os nutritivos quanto os revitalizantes) atuam em parceria com o hidratante do dia-a-dia. Usados à noite, “alimentam” a pele e são agentes poderosos no combate às manchas, linhas finas e outros sinais de envelhecimento da pele.
  Já os ácidos são utilizados para afinar a pele, clarear manchas e rejuvenescer a pele (diminuindo linhas finas de expressão). Existem vários ácidos, e o ideal é conversar com um dermatologista ou esteticista para saber qual seria o mais indicado para o seu tipo de pele. Como exemplo, temos: ácido salicílico, ácido mandélico e ácido glicólico.


- Que tipo de tratamentos estéticos profissionais são mais indicados para o outono e o inverno? Por que eles são mais indicados para esse período?

  O peeling químico que é a utilização de ácidos orgânicos (AHA's e BHA's) e a utilização de despigmentantes é indicado nesse período do ano, para o clareamento e rejuvenescimento da pele, desde que a pessoa utilize filtro solar adequadamente (reaplicando a cada 3 horas), assim como a utilização de   Lasers e Luz Intensa Pulsada (LIP) para clareamento e/ou rejuvenescimento da pele ou para depilação “definitiva”. Se forem realizados esses procedimentos em outros períodos do ano, como no verão, há o risco da pele da pessoa ficar manchada.
  As cirurgias plásticas também são mais indicadas nesse período do ano, pois no pós-operatório a pessoa deve evitar o sol, para que não fique com a pele manchada devido as cicatrizes e equimoses (roxos) entrarem em contato com a luz solar.


- Dá para diminuir o uso de filtro solar (ou o fator do produto) durante o outono e o inverno?
  Não recomendo diminuir a utilização do filtro solar, pois estamos expostos constantemente à radiação UVA e UVB (mesmo em dias nublados, com chuva, dentro de casa, etc.) sendo imprescindível a utilização do filtro solar em todas as estações, climas, horários, etc.
  O fator escolhido pode ser menor em pessoas com fototipo mais alto (peles morena a negra), utilizando FPS 15, no mínimo. Para as demais peles (fototipo mais baixo - peles mais claras) recomendo a utilização de FPS 30, no mínimo.


- Pés e mãos também precisam de cuidados específicos no frio? Quais são esses cuidados? Que produtos podem ser usados? E de que forma?

  Da mesma forma que nosso corpo e rosto estão mais sujeitos a desidratação no inverno, nossos pés e mãos também necessitam de cuidados especiais. Evite lavar louça sem luva, pois a tendência é que sua mão fique ainda mais ressecada. Utilize creme hidratante específico para as mãos (geralmente há silicone na sua composição, responsável por evitar a perda de água) sempre que sentir necessidade (várias vezes ao dia).
  Para os pés, após o banho, lembre-se de enxugar muito bem entre os dedos para evitar micoses, varie os sapatos fechados (não fique usando o mesmo par durante toda a semana, pois o calçado precisa ventilar), utilize óleo vegetal, manteiga ou creme hidratante no pé antes de dormir (e para potencializar o efeito do hidratante, coloque uma meia ou cubra o pé com plástico filme e permaneça assim por 20 minutos, no mínimo).
  Como nossos pés acabam passando a maior parte do inverno dentro de sapatos e botas, que muitas vezes apertam nossos pés ou dedos, indico também que as pessoas procurem um podólogo - pois muitas vezes ao cortarmos a unha de forma errada acabamos gerando problemas de unhas encravadas, carnes esponjosas, entre outros.
  Além disso, você pode experimentar a prática de reflexologia (ou reflexoterapia) que é uma massagem realizada nos pés. Ela promove efeitos relaxantes e revitalizantes, pois nos pés existe um microssistema que representa todos os órgãos/partes do corpo humano. Ao massagear essas áreas estamos promovendo a liberação de substâncias como encefalina e endorfina no cérebro, promovendo analgesia, bem-estar e saúde ao nosso organismo.
  Se você escolher fazer um Spa dos pés, será realizada esfoliação, reflexologia e hidratação do seu pé, fazendo com que ele fique mais macio e relaxado.

Fonte:
Imagem - Getty Images