segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


   Os cursos que dou em parceria com a Vitta Cosméticos estão de volta. Aproveite o momento para adquirir novos conhecimentos ou reciclar o que você já sabe.
   Segue abaixo a programação dos cursos que ministrarei em fevereiro/março:


* APERFEIÇOAMENTO EM LIMPEZA DE PELE E TRATAMENTOS FACIAIS

Carga Horária = 40h                            
Horário: 6ª.feiras das 19h às 22h e Sáb.das 9h às 17h
Datas: 15 e 16/02    -   01 e 02/03   -       15 e 16/03       -        23/03
Público alvo: Profissionais e estudantes da ÁREA DE ESTÉTICA ou áreas afins.
Investimento: R$ 480,00 à vista ou 3x 173,33 (Incluso: apostila, coffe break, cosméticos para a prática, certificado).
Professores: Lucilaine Stein, Márcia Reus e Mirian Simon.

* Conteúdo programático:

- Anatomia e avaliação dos tipos de pele;
- Patologias e alterações estéticas faciais;
- Cosmetologia;
- Limpeza de pele completa;
- Tratamento de acne, rugas, manchas, flacidez e peles sensíveis;
- Hidratação;
- Aplicação de ácidos;
- Fotoproteção;
- Eletroterapia (microcorrentes, ionização, vapor, alta frequência, peeling diamante).


* MASSAGEM COM PEDRAS QUENTES E AROMATERAPIA

Carga Horária = 8h                 
Data: 09/03 (Sábado)                           
Horário: 9h às 18h
Público alvo: Profissionais e estudantes de estética, fisioterapia, massoterapia, naturologia.
Investimento: R$ 250,00 à vista ou 2x 145,00 (Incluso: kit de pedras, apostila, coffe break e certificado).                                                                       
Professora: Luciliane Stein - Naturóloga

* Conteúdo programático:

- Histórico da técnica de massagem com pedras quentes;
- Fisiologia e temperatura;
- Ação, indicações e contraindicações da técnica;
- Noções de geologia;
- Tipos de pedras;
- Formas de aquecer e higienizar as pedras;
- Noções de chakras;
- Noções de reflexoterapia;
- Aromaterapia para potencializar a massagem com pedras;
- Sequência da massagem com pedras quentes (corporal);
- Prática da massagem com pedras quentes (corporal);

* Material necessário: Lençol, toalha de banho e toalha de rosto. Vestimenta adequada para receber e aplicar massagem.

Os cursos acontecerão na Vitta Cosméticos (Rua Felipe Schmidt, 515, Loja 211 – Pórtico – Centro - Fpolis/S).

* Informações e inscrições: vittacosmeticos@gmail.com
 (48) 3207-0122


Fonte:
Imagem: Quase senhora

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cupcakes de chocolate ou Nega Maluca Infalível da Lucy


   Amiga dona de casa... hoje é 6ª, você está cansada das horas passadas no fogão... mas as crianças ainda estão de férias e querem bolo e/ou você precisa impressionar o boy magia nesse final de semana... 
   Aqui vai a receita mais infalível que tenho no meu caderno de receitas e que nunca ouvi uma reclamação sobre o sabor do mesmo (independente de quem tenha feito)... Inclusive, é a receita que passo pra minhas amigas casadoiras que não sabem nem fritar um ovo e é sucesso garantido gata... vai por mim...
  Essa é uma receita de Nega Maluca, mas se usar as forminhas de papel vira cupcake (anota aí amiga: cupcake é tendência).
  Coloca o avental e o salto, arregaça as mangas e se joga:

* Ingredientes:

 - 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
 - 1 xícara (chá) de açúcar;
 - 1 xícara (chá) de achocolatado;
 - 1 pitada de sal;
 - 2 ovos;
 - 3/4 de xícara (chá) de óleo;
 - 1 xícara (chá) de água fervendo;
 - 1 colher (sopa) de fermento em pó
 
 * Modo de preparo:

1°) Peneire todos os ingredientes secos (menos o fermento) e coloque numa tigela.
2°) Acrescente os ovos e o óleo e mexa bem;
3°) Em seguida coloque a água fervendo com cuidado;
4°) Coloque o fermento e misture (não bata demais, só o sufiente para agregar o fermento à massa).


Tudo misturado


Forminhas para cupcakes (tem pra vender em lojas com artigos para festas);


Coloque as forminhas (2 unidades) numa assadeira (se tiver aquelas próprias para cupcakes melhor... mas eu não tenho, então foi essa mesmo)... a gente usa 2 forminhas porque elas tendem a "abrir" durante a colocação da massa...


Despeje a massa com a ajuda de uma concha. A quantidade de massa depende do aspecto que vocês quer que o seu cupcake fique... se encher até a metade ele fica conforme as fotos desse post... se encher 3/4 da forma fica meio deformado, parecendo um cogumelo... mas tem quem goste (principalmente se não quiser colocar cobertura);


 Shhhhhhh, eles estão na "incubadora" =p


Mágica, cresceram... Os meus levaram 20 minutos para assar cada fornada (com o forno a 200°C)... Mas isso depende muito do seu forno;


Renderam 18 cucpakes (mas depende da quantidade que você põe de massa nas forminhas);


Fure os bolinhos ainda quente (pra calda entrar);


   Você pode cobrir com o que quiser... geralmente eu cubro com brigadeiro, ganache ou essa caldinha que endurece e fica "crocante e molhadinha" ao mesmo tempo... não tem como explicar!

 *Calda:

 - 1 xícara (chá) de açúcar;
 - 1 xícara (chá) de achocolatado;
 - 2 colheres (sopa) de margarina ou manteiga;
 - 4 colheres (sopa) de água fervendo;


 * Modo de preparo:

1°) Misture todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo (alto mesmo);
2°) Começou a borbulhar retira do fogo e espalha rápido no bolo (ela seca muito rápido)... se por ventura secar antes do desejado (dentro da panela ainda), acrescente mais água e volte para o fogo...


Tudo junto e misturado


Ponto da calda


Espalhando a caldinha


Cupcakes com calda crocante


Cupcakes com calda de brigadeiro


Enfeite seu cupcakes do jeito que quiser (colocamos coco ralado, granulado e confete nas tigelas e cada um enfeitou o seu do jeito que preferia)


  Se quiser, também dá pra rechear o bichinho... nesse caso, depois que sai do forno espera esfriar e corta um pedaço dele, conforme esse site. O recheio pode ser geleia, brigadeiro, ganache, ou outra coisa...

  Eu já testei fazer essa receita de diversas maneiras... Com metade da quantidade de trigo normal e metade integral, com açúcar marcavo, com todo o trigo integral e açúcar mascavo, com chocolate em pó, com farinha de arroz (para quem tem intolerância ao glúten), com açúcar ligth... E deu certo SEMPRE... tá vendo porque vale a pena fazer ela? ;)


Relíquia: Meu caderno de receitas (de quando eu tinha 10 anos - acho que eu era a única que nessa idade tinha caderno disso e curtia assistir o programa "Note e Anote" à tarde =p)


Fonte:
Imagens: Arquivo próprio

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estética e Imagem corporal – Parte III


   Há documentados numerosos instrumentos para avaliar e mensurar os distúrbios de Imagem corporal.  Esses instrumentos são costumeiramente classificados em duas grandes categorias: medidas subjetivas e medidas perceptuais. (THOMPSON, 1996 apud FERREIRA; LEITE, 2002).
   As primeiras relacionam-se com a avaliação de aspectos cognitivos, atitudinais e afetivos subjacentes à Imagem corporal. Algumas escalas se preocupam em mensurar o grau de satisfação com partes específicas do corpo, enquanto outras fazem a avaliação do grau de satisfação global ou genérica com o corpo, aparência ou o peso. Já as perceptuais avaliam a precisão da estimativa do tamanho do corpo, ou seja, as distorções perceptuais.
   Geralmente utiliza conjunto de silhuetas ou de fotografias que são apresentadas à pessoa, sendo solicitado que ela escolha a mais próxima ao seu tamanho. Quanto maior for a discrepância entre o tamanho real do indivíduo e a diferença entre a estimativa realizada, maior será a distorção perceptual que ele mantém em relação a seu próprio corpo. (FERREIRA; LEITE, 2002).
   As formas de avaliação da Imagem Corporal são bastante amplas e podem ser definidas de acordo com a atuação do profissional que está tratando determinado cliente. As mais comuns são: questionário, desenho, entrevista, escala de áreas corporais e desenho de silhuetas.
   “O Índice de Massa Corporal não é considerado um instrumento de avaliação da Imagem Corporal [...], pois não trata de todos os fatores subjetivos relacionados a tal tema. Entretanto, pode ser utilizado para conscientizar anoréxicos e obesos de suas condições de saúde e mostrar a evolução ou regressão no ganho ou perda de peso”.  (LOCH; STEIN, 2012).
   “Da mesma forma a Antropometria (avaliação com fita métrica) é indicada para se ter noção de redução de medidas, aumento de massa muscular, mas não de avaliar a Imagem corporal do cliente. Por fim, os exames clínicos e laboratoriais também não mensuram a avaliação que fazemos de nosso corpo, sendo apenas acessórios para sabermos o estado de saúde do indivíduo, se ele está com taxas altas de glicose ou apresenta tendência à anemia, entre outros”. (LOCH; STEIN, 2012).
   Quando pensamos em beleza e Imagem corporal, geralmente associamos ao trabalho de uma esteticista, que é uma profissional que vem ganhando cada vez mais destaque na mídia e tem conquistado seu espaço ajudando as pessoas nessa busca pela beleza.
   Se, por exemplo, uma cliente apresenta distorções na sua Imagem corporal torna-se bastante complicado que ela visualize as melhorias conquistadas através do tratamento estético, pois é uma pessoa insatisfeita consigo mesma e muitas vezes poderá projetar no profissional da estética expectativas e frustrações que não dizem respeito a ele.
   Para Azevedo e Caminha (2011) são vários os profissionais da área da saúde especializados em atender as demandas sociais de clientes que desejam possuir corpos belos e saudáveis.
   Dentre as referências pesquisadas, não foi encontrada indicação de quais profissionais estariam capacitados para ajudar uma pessoa com Imagem Corporal Negativa. Entretanto, entende-se que qualquer profissional da área da saúde e/ou beleza está apto a auxiliar nesses casos (mesmo que seja somente para fazer encaminhamento para um profissional mais especializado), desde que o mesmo saiba os conceitos mínimos necessários sobre Imagem Corporal, formas de mensurá-la, patologias relacionadas a uma Imagem Corporal Negativa, etc. O ideal seria a formação de uma equipe transdisciplinar para tratar casos de imagem corporal negativa.
   Em algumas clínicas de estética isso já é possível. Quando o cliente chega para uma avaliação, todos os profissionais irão assisti-lo e irão formular um diagnóstico e um plano de tratamento para essa pessoa.
   “Para que esse diagnóstico seja dado em situação de transdisciplinaridade não basta apenas que cada profissional opine a partir de sua área e, finalmente, um tratamento seja indicado. Para que a configuração transdisciplinar seja alcançada é preciso que esses profissionais, fundamentalmente, estejam reciprocamente situados em sua área de origem e na área de cada um dos colegas”. (IRIBARRY, 2002 apud IRRIBARRY, 2003, p. 484).
   É importante que os próprios profissionais se questionem sobre sua Imagem corporal e a tenham bem desenvolvida, pois se existir a aceitação do seu corpo, tendo consciência das manifestações corporais e seus significados, esses profissionais reconhecerão facilmente o espaço do outro, serão mais flexíveis em suas relações e conseguirão auxiliar no processo de seus clientes. (TAVARES, 2003 apud RUSSO, 2005). Um profissional que se conhece e se aceita poderá auxiliar o seu cliente a se conhecer e se aceitar também (LOCH; STEIN, 2012).

   Espero que a leitura tenha feito você refletir sobre como é a sua Imagem Corporal e como isso pode estar influenciando (positiva ou negativamente) a sua vida...


Referências


AZEVEDO, Andréa Maria Pires; CAMINHA, Iraquitan de Oliveira. Estetização da saúde e dismorfia muscular: concepções sociais do corpo. Rev. ConScientiae Saúde, v.10, n.3, p.530-538, 2011. Disponível em: <http://www4.uninove.br/ojs/index.php/saude/article/viewFile/2708/2037>. Acesso em: 18 out. 2011.

FERREIRA, Maria Cristina;  LEITE, Neíse Gonçalves de Magalhães. Adaptação e validação de um instrumento de avaliação da satisfação com a imagem corporal. Aval. psicol. [online], Rio de Janeiro, v.1, n.2, p. 141-149, nov.2002.

IRRIBARRY, Isac Nikos. Aproximações sobre a transdisciplinaridade: algumas linhas históricas, fundamentos e pricípios aplicados ao trabalho de equipe. Rev. Psciologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v.16 , n.3 , p.483-490, 2003.

LOCH, Juliana Maria; STEIN, Lucilaine Regina. Tipos de conhecimento e habilidades de estudantes do curso técnico em estética sobre imagem corporal.  2012. 27f. Artigo (Especialização Latu Senso em Estética Facial e Corporal) - Universidade do Vale do Itajaí, Florianópolis, 2012.

RUSSO, Renata. Imagem corporal: construção através da cultura do belo. Rev. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, v.5, n.6, p. 80-90, jan.- jun. 2005.


Fonte:
Imagem: Google Imagens

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Estética e Imagem corporal – Parte II


   Muitos são os fatores que podem influenciar a Imagem corporal. Desde o período de vida em que nos encontramos, idade, passando pelas influências sociais, mídia, diferença de gêneros, cultura em que estamos inseridos até poder aquisitivo. Tudo o que envolve nossas vidas acaba por influenciar a maneira como nos enxergamos, como achamos que os outros nos enxergam e como gostaríamos de nos enxergar. (LOCH; STEIN, 2012).
   Campagna e Souza (2006) elucidam que mudanças corporais acarretam em distorções na autoimagem e cada época possui seus padrões de beleza, mas provavelmente eles nunca tenham sido tão inflexíveis quanto hoje em dia, promovendo grande afastamento entre o corpo vivido e o idealizado, empobrecendo psiquicamente os sujeitos.
   Para comprovar essa idéia, basta conversar com algumas mulheres (de diferentes faixas etárias). Grande parte delas irá relatar que seu modelo de beleza é ter a boca de determinada atriz, o corpo de tal modelo, gostaria de ter o cabelo daquela cantora – montando um frankstein utópico, que acaba por gerar frustração e uma Imagem corporal negativa.
   Passando da adolescência para a vida adulta, as mulheres, de forma geral, possuem várias preocupações com relação a sua Imagem corporal. Tem pensamentos sobre emagrecer mais, pois tem medo de ganhar peso. A insatisfação com a forma física e a visão distorcida do tamanho do seu corpo podem motivar alguns dos comportamentos distorcidos como uso de diuréticos e laxantes, indução de vômito, jejum, etc). Da mesma forma, podem adotar atitudes negativas em relação ao seu corpo, como ter vergonha do mesmo, excluindo certar roupas e evitar ir à piscina ou à praia para evitar usar roupas de banho. (RUSSO, 2005).
   Para Tiggermann, Weinshenker, Thomson, Smolak e Levine, Dolan, Birtchnell e Lacey (citados por Damasceno et al, 2006) a Imagem corporal negativa está relacionada a depressão, ansiedade, baixa autoestima e tendências obsessivas compulsivas com relação a exercícios físicos e alimentação.
   É a partir dessa visão que essas doenças progridem e se agravam, prejudicando fisicamente os acometidos. Porém, a distorção da imagem pode estar ligada à Depressão, Ansiedade e ao Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC, gerando (ou não) quadros de Fobia social.
   Todos os aspectos em nossa vida acabam por influenciar nossa Imagem corporal; em maior ou menor grau, dependendo de nossa história de vida, de nossas preferências, de nossos traumas entre outros.
   Algumas teorias subjetivas desenvolvimentistas dão ênfase a eventos ocorridos na infância e adolescência como desencadeantes de distúrbios na Imagem corporal. (FERREIRA; LEITE, 2005). Dessa forma, o período da puberdade, é um fator importante na formação da Imagem corporal, uma vez que ocorrem mudanças físicas e psicológicas.
   Campagna e Souza (2006) relatam sobre uma pesquisa da Divisão de Psicologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas, que comprova que 80% das meninas não gostam de sua aparência e 50% buscam dietas porque se acham gordas.
   A cultura também influencia de maneira diferente meninos e meninas. Enquanto as garotas são estimuladas a praticarem atividade física pela estética, os garotos são estimulados a praticar esportes pela parte lúdica. (CONTI; GAMBARDELLA; FRUTUOSO, 2005). Essa diferença social provavelmente afeta os padrões pessoais estético de ambos os sexos.
   De acordo com Stice (2002) citado por Saikali et al (2004), há evidências de que a mídia promove distúrbios alimentares e de Imagem corporal. Analisando modelos e atrizes, vêm se observando que as mesmas estão mais magras se comparadas à década passada. Indivíduos com transtornos alimentares se sentem pressionados pela mídia para serem esbeltos e acabam utilizando métodos não-saudáveis de controle de peso, aprendidos nos próprios meios de comunicação.
   As diferenças de classes sociais também influenciam nossa Imagem corporal. Enquanto mulheres da classe média/alta têm dinheiro para investir em academia, nutricionista, cremes, tratamentos estéticos, SPA’s; as de classes menos favorecidas cuidam do seu corpo levantando sacos de feijão ou descendo algumas paradas antes do ponto para chegar ao trabalho. (NOVAES, 2011 apud ROCHA, 2011).
   Em um estudo realizado por Parnell et al. (citado por DAMASCENO et al, 2006), verificando o ideal corporal de mulheres brancas e negras através de silhuetas, as mulheres brancas ansiavam uma silhueta menor, enquanto as negras aprovavam uma maior. O que nos faz pensar que a cultura em que essas mulheres estão inseridas influi no padrão de beleza que seguem.
   Da mesma forma que esses fatores podem influenciar positivamente o indivíduo a se cuidar, através de hábitos de vida saudáveis, também se mal interpretados, podem gerar grande sofrimento, com a possibilidade de desencadear alguma patologia relacionada à alteração de Imagem corporal. (LOCH; STEIN, 2012).

   Segunda-feira tem a última parte do assunto!


Referências

CAMPAGNA, Viviane Namur; SOUZA, Audrey Setton Lopes. Corpo e imagem corporal no início da adolescência feminina. Boletim de Psicologia, São Paulo, v.56, n.124, p.9-35. [s.d], 2006.

CONTI, Maria A.; GAMBARDELLA, Ana M. D.  e  FRUTUOSO, Maria F. P. Insatisfação com a imagem corporal em adolescentes e sua relação com a maturação sexual. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. [online]. São Paulo, v.15, n.2, p.36-44, ago. 2005.

DAMASCENO, V .O. et al.  Imagem corporal e corpo ideal. Rev. bras. Ciência e Movimento. [s.l] v. 14, n.2, p. 81-94, 2006.

FERREIRA, Maria Cristina;  LEITE, Neíse Gonçalves de Magalhães. Adaptação e validação de um instrumento de avaliação da satisfação com a imagem corporal. Aval. psicol. [online], Rio de Janeiro, v.1, n.2, p. 141-149, nov.2002.

LOCH, Juliana Maria; STEIN, Lucilaine Regina. Tipos de conhecimento e habilidades de estudantes do curso técnico em estética sobre imagem corporal.  2012. 27f. Artigo (Especialização Latu Senso em Estética Facial e Corporal) - Universidade do Vale do Itajaí, Florianópolis, 2012.

ROCHA, Patrícia. Corpos em contraste. Diário Catarinense, Florianópolis, 6 mar. 2011. Donna, p. 12-13.

RUSSO, Renata. Imagem corporal: construção através da cultura do belo. Rev. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, v.5, n.6, p. 80-90, jan.- jun. 2005.

SAIKALI, Carolina Jabur. et al.  Imagem corporal nos transtornos alimentares. Rev. psiquiatr. clín. [online], São Paulo, v.31, n.4, p. 164-166, 2004.


Fonte:
Imagem: Google Imagens

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Estética e Imagem corporal – Parte I


   Durante a minha especialização em Estética Facial e Corporal pensei que teríamos alguma disciplina falando sobre Imagem Corporal. Mas com o transcorrer do curso, descobri que não só não teríamos a disciplina, como a maioria das pessoas que trabalham com estética não sabe ou nunca se perguntou como é a Imagem Corporal de seus clientes (e a sua própria Imagem Corporal).
   Motivada por isso, e por descobrir a ausência de disciplinas (em cursos livres, técnicos, tecnólogos e especializações) em que sejam discutidos esses temas sobre as alterações de Imagem Corporal e suas implicações no trabalho da esteticista, realizei uma pesquisa com as minhas alunas (hoje colegas de profissão) para descobrir se elas sabem o que é Imagem corporal, o que pode influenciá-la (positiva ou negativamente), formas de mensurá-la, profissionais habilitados para ajudar pessoas com alteração de imagem corporal, etc.
    Esse é um breve resumo do que foi abordado nessa pesquisa e espero que seja uma forma de pensarmos e refletirmos sobre como a nossa imagem corporal pode modificar a nossa vida, de inúmeras formas.

   A imagem corporal é a representação mental de nosso próprio corpo, a maneira como ele é percebido pelo indivíduo. Abrange o que percebemos através de nossos sentidos, nossas ideias e sentimentos referentes ao próprio corpo, muitas vezes de forma inconsciente. (SCHILDER, 1999 apud CAMPAGNA; SOUZA, 2006).
   Segundo Thompson et al (1999) citado por Damasceno et al (2006, p.82) “a utilização do termo imagem corporal seria uma maneira de padronizar os diferentes componentes que integram a imagem corporal”. São eles: percepção do tamanho do corpo, satisfação com o peso, avaliação da aparência, satisfação corporal, estima corporal, orientação da aparência, padrão de corpo, corpo ideal, percepção corporal, esquema corporal, desordem de imagem corporal, distorção corporal, entre outras.
   A Imagem corporal acaba sendo construída e modificada a partir de diversas relações que mantemos com vários aspectos de nossa vida; pode ser alterada por nossos sentimentos, nossa visão, nossa cinestesia/propiocepção entre outros.
   Nossa Imagem corporal sofre modificações ao longo de nossas vidas, em cada fase nos deparamos com uma ou mais imagens do nosso corpo. Na infância, nos vemos de um jeito, na adolescência passamos a nos encarar de outra forma. Com o amadurecimento, modificamos novamente a forma como nos enxergamos. As mulheres sofrem uma modificação a mais que os homens, no período em que são gestantes.
   Há sete afirmações que melhor englobam o conceito de Imagem corporal, de acordo com Cash e Pruzinsky (1990) citados por Barros (2005). São elas:
   1 – A Imagem corporal é subjetiva. Diz respeito aos pensamentos, sentimentos e percepções sobre o corpo e suas experiências;
   2 – As mudanças na Imagem corporal podem ocorrer em várias dimensões, ou seja, é multifacetada;
   3 – A maneira como vivenciamos e percebemos nossos corpos diz muito sobre como percebemos a nós mesmos. Assim, as experiências da Imagem corporal são envoltas por sentimentos sobre nós mesmos;
   4 – A Imagem corporal é determinada socialmente e suas influências perpetuam-se durante toda a vida;
   5 – Nossa experiência corporal pode sofrer constante mudança, ou seja, não é estática nem fixa;
 6 – O modo como pensamos e sentimos nosso corpo influencia como percebemos o mundo, sugestionando-nos a ver o que queremos ver;
   7 – A Imagem corporal influencia o comportamento, principalmente as relações interpessoais.
   
   Para Thompson (1996) citado por Saikali et al (2004), há três componentes envolvidos com o conceito de Imagem corporal:
   - Subjetivo: diz respeito aos aspectos como nível de ansiedade e preocupação associada à aparência e grau de satisfação com a mesma;
   - Perceptivo: está relacionado com a estimativa do peso e tamanho corporal e a precisão da percepção da própria aparência física;
  - Comportamental: engloba as situações que a pessoa evita por sentir desconforto com relação a sua Imagem corporal.

   “Ter uma boa aparência não significa ter uma imagem corporal positiva. A imagem corporal é, na verdade, um estado de espírito”. (CASTILHO, 2001, p.29).
   A Imagem corporal é a nossa totalidade como seres humanos. É conseguirmos nos olhar de maneira interna e externa ao mesmo tempo, entendendo que cada esfera de nossa vida provoca modificações e é transformada também pelas outras. Nada na nossa vida/corpo é isolado, tudo se relaciona e provoca transformações. (LOCH; STEIN, 2012).
   Para Serra (2009) a ilusão das imagens utilizadas em televisão, revistas e outras mídias em geral, faz com que as pessoas se comparem umas com as outras, o que acaba levando a padronização de modelos de corpo, gerando, dessa forma, uma maior preocupação com a pele e com o corpo.
  Atualmente o aumento da insatisfação com o corpo e o excesso de preocupação com a aparência, principalmente com o peso, tem sido abordado em muitos estudos científicos. Entende-se que a preocupação com o peso é resultado da internalização de padrões irreais de beleza, e que muitas vezes, pode predispor as garotas adolescentes e mulheres jovens à depressão. (CAMPAGNA; SOUZA, 2006).
   “Estudos científicos mostram que quanto mais as pessoas investem na aparência, mais vulneráveis se tornam a uma imagem corporal negativa e aos incômodos a ela relacionados”. (CASTILHO, 2001, p.29).
Ao mesmo tempo, investigações epidemiológicas vêm mostrando um considerável aumento, nos últimos tempos, de pessoas acometidas por Transtornos Dismórficos Corporais em que é crescente a insatisfação corporal. (BALLONE, 2004 apud RUSSO, 2005).
   Esse aumento das patologias relacionadas a uma Imagem Corporal distorcida fica evidente quando fazemos uma busca nos veículos da mídia sobre esses assuntos. É cada vez mais comum abordarem essas patologias em revistas, filmes, novelas, livros, artigos científicos, entre outros.
   Para quem se interessar, assista ao filme “Cisne Negro” (esse filme é sensacional e podemos fazer conexões com várias coisas, mas aqui foco mais no aspecto da Imagem Corporal, que é o assunto desse post). A personagem parece apresentar Anorexia (que é um dos transtornos ligados a imagem corporal) tendo um tipo de relacionamento com o seu corpo, ao mesmo tempo que quando entra em contato com a sua sexualidade ela se vê de uma forma completamente diferente e começa a dar vazão ao seu lado B (o cisne negro). Apresenta também uma busca obsessiva pela perfeição que também está atrelada aos distúrbios dismórficos corporais.
    Outro filme para refletirmos é “Nunca é tarde para amar”, ele poderia ser encarado como simplesmente um filme de comédia romântica, mas se você estiver atento pode pensar a respeito da estética e idade. Quantas vezes já pensamos que precisamos melhorar nosso corpo/face porque a idade está “avançando”, através da nossa alimentação, exercício físico, cirurgia plástica, etc.. e muitas vezes nem queremos, mas a "sociedade" nos impõe...
   Na contramão, temos uma campanha da Dove intitulada “Real Beleza” (umas das imagens da campanha está no início do post), em que aparecem mulheres de diversos biótipos, tipos e cores de pele e cabelos, com manchas, com rugas, com “pneuzinho”... enfim, múltiplas belezas diferentes e belezas reais, sem a utilização de photoshop.

   O assunto é extenso, então amanhã tem a continuação do post...


Referências

BARROS, Daniela Dias. Imagem corporal: a descoberta de si mesmo. Rev. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, SP, v. 12, n. 2, p. 547-54, maio - ago. 2005.

CAMPAGNA, Viviane Namur; SOUZA, Audrey Setton Lopes. Corpo e imagem corporal no início da adolescência feminina. Boletim de Psicologia, São Paulo, v.56, n.124, p.9-35. [s.d], 2006.

CASTILHO, Simone Mancini.  A imagem corporal.   Santo André, SP: Ed. ESETec, 2001. 96 p.

DAMASCENO, V .O. et al.  Imagem corporal e corpo ideal. Rev. bras. Ciência e Movimento. [s.l] v. 14, n.2, p. 81-94, 2006.

LOCH, Juliana Maria; STEIN, Lucilaine Regina. Tipos de conhecimento e habilidades de estudantes do curso técnico em estética sobre imagem corporal.  2012. 27f. Artigo (Especialização Latu Senso em Estética Facial e Corporal) - Universidade do Vale do Itajaí, Florianópolis, 2012.

RUSSO, Renata. Imagem corporal: construção através da cultura do belo. Rev. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, v.5, n.6, p. 80-90, jan.- jun. 2005.

SAIKALI, Carolina Jabur. et al.  Imagem corporal nos transtornos alimentares. Rev. psiquiatr. clín. [online], São Paulo, v.31, n.4, p. 164-166, 2004.

SERRA, Andréa. Transtorno dismórfico corporal . In: KEDE, Maria Paulina Villarejo; SABATOVICH, Oleg.  Dermatologia estética.   2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Ed. Atheneu, 2009. p. 495-500.

Fonte:
Imagem: Google Imagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sapatilha dourada da riqueza


   Eu sei que na virada você desejou ficar rhycaaa em 2013. Bora colocar ouro nesse pé então minha filha!
   Para tornar a sua sapatilha velha e tristonha em sapatilha da riqueza você vai precisar de:

- 1 sapatilha velha (se for branca ou creme/gelo/nude melhor... do contrário, acho que tem que passar tinta branca antes);
- Spray dourado;
- Jornal velho;
- Luvas (para proteger as suas mãos)

 Sapatilha tristonha e acabada!

 Esses são os materiais (a luva está na minha mão =p)

 Tirei as borboletas da sapatilha para pintá-las melhor...

 Passando o spray (protejam o sapato por dentro também)

Tudo dourado (ou melhor, descobri que a tinta era bronze.... ahahaha)

 RHYCAAAAA!

  Lendo alguns blogs de customização recentemente, descobri que deveria ter passado algum spray de fixação ou impermeabilização depois da tinta dourada, pois com o uso a tinta está sumindo. Mas de qualquer modo estou feliz com o resultado, porque essa sapatilha estava aposentada no armário e agora voltou para o uso...


Fonte:
Imagens: Arquivo próprio

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Curso Técnico em Estética

   Se um dos seus desejos para 2013 é investir na sua carreira, mudar de profissão ou se aperfeiçoar o SENAC pode ajudá-lo. Para quem desejar conhecer melhor o Curso Técnico em Estética do SENAC Santa Catarina, assistam esse vídeo:

Para assistir, clique aqui!


Para fazer a matrícula ou obter maiores informações: acesse o site do SENAC SC.